“As águas de minha terra”
será o tema da segunda edição do Prêmio Aristana de Brito Guerra. Os estudantes da região que recebe o nome de um
rio, o Vale do Sabugi, e que tem um município que tem como apelido "a
Veneza Paraibana", no coração do semiárido, são convidados a produzirem
vídeos sobre a temática da água em nossa região, especialmente, neste contexto
de uma seca que se alastra há mais de sete anos e de esperança que se renova
com as chuvas caídas em fevereiro.
A hipótese mais aceita
entre os historiadores do Vale do Sabugi é que a ocupação, pelos europeus, dos
Municípios da Região ocorreu seguindo o curso dos rios o que tornou possível a
criação das fazendas de gado que evoluíram até se constituírem as Vilas, as
Freguesias e depois os Municípios. O termo Vale do Sabugi faz referência
exatamente ao importante rio que cruza o Seridó paraibano e chega ao Seridó do
Rio Grande do Norte.
Santa Luzia é conhecida
por Veneza paraibana, justamente, em razão de possuir no seu perímetro urbano
os açudes Padres Ibiapina e José Américo. O primeiro açude, feito no século
XVIII foi resultado da passagem do padre Ibiapina por Santa Luzia e que, ao
perceber o sofrimento do povo com as secas, mobilizou a população para
construção do “Açude da Caridade” num pequeno barreiro construído por Geraldo
Ferreira Neves. Atualmente, este açude está praticamente aterrado. Já o açude José Américo tem o nome do então
presidente da Paraíba que liderou uma das maiores políticas de açudagem já
realizadas no Estado. Destaca-se que sua inauguração ocorreu com a presença do
então Presidente da República Getúlio Vargas nos anos 1930. Fala-se que um
rapazote, de nome Luiz Gonzaga, que sagrou-se como o Rei do Baião, trabalhou na
construção do manancial. Assim, esses, entre outros fatos, mostram que “as
águas da minha terra” estão cheias de história.
Além disso, deve-se ter em
conta que o Vale do Sabugi situa-se no Semiárido brasileiro que se caracteriza
por um regime irregular de chuvas e o ciclo das secas tem se tornado mais
intenso nos últimos anos. O Nordeste está vivenciando uma das secas mais severas
dos últimos anos e que já dura pelo menos 7 anos. Com isso, a água é um tema
crucial para as populações do semiárido ainda mais no Seridó, onde os solos são
rasos e estão sob uma rocha resultando em limitada capacidade de retenção de
água no lençol freático. Assim, reconhecer a necessidade de saber utilizar os
recursos hídricos e as maneiras de captá-los, preservá-los e utilizá-los com
racionalidade é uma questão fundamental para a sobrevivência da população do
Nordeste.
Considerando todas estas
questões e a importância da água para nossas vidas, a 2ª edição do Prêmio
Professora Aristana de Brito Guerra quer saber o que os (as) estudantes do Vale
têm a dizer, na forma de vídeo, sobre a questão da água na nossa terra.
Comentários
Postar um comentário