Sobre o Prêmio

O Prêmio Aristana de Brito Guerra foi uma iniciativa originalmente pensada pela Comunidade Maracajá juntamente com a ONG  Café Cultura Santa Luzia em parceria com as secretarias municipais de educação de: Junco do Seridó, Santa Luzia, São José do Sabugi, São Mamede, Várzea e com as escolas estaduais e particulares destes municípios. Em 2021, a realização do projeto é feita pela ONG Café Cultura Santa Luzia e Gadanho Filmes & Arts. 

Nossos Parceiros: UFPB/CCTA/Departamento de Comunicação, Academia Paraibana de Cinema, NUDOC/UFPB, ADUFPB, SINCREDI, PROEXT/UFPB, Governo da Paraíba, Prefeitura de Santa Luzia, TV UFPB e Comunidade Maracajá.


Quem foi Aristana de Brito Guerra?




A santaluziense Aristana de Brito Guerra nasceu em 1875 e faleceu em 23 de novembro e 1945. Seu pai era Aristides de Araújo Guerra, fazendeiro e prefeito de Santa Luzia entre o século XIX e XX e sua mãe era Francisca Ferreira da Trindade. Do casal nasceram seus irmãos: Maria Juliana de Brito Guerra,  Sebastião de Brito Guerra, Josefina Augusta de Brito Fernandes, Rita de Brito Fernandes, Thomazia de Brito Guerra,  Ana América de Brito Medeiros, Luzia Cristina de Brito Nobrega, Maria da Assunção Machado, Othília de Brito Guerra e Francisca Ferreira de Medeiros.




No início dos anos 1900, a Educação Pública na Paraíba era segregada entre Escolas Masculinas e Femininas. A professora Aristana de Brito Guerra foi uma das primeiras professoras das meninas do Sabugy. Em Santa Luzia, ela foi responsável pela formação de gerações de meninas. Em sua escola aprendia-se, segundo os modelos educacionais da época, a leitura, escrita, noções de matemática, além de uma formação prática na área de costura, bordado. As meninas também recebiam catequese e se preparavam nas tarefas domésticas, de acolhimento de visitas etc.


Por volta de 1914 dois cangaceiros do bando de Antônio Silvino foram assassinados em Santa Luzia. O líder do bando soube do ocorrido e que o assassino teria sido o capital Aristides Guerra. Antônio Silvino numa passagem posterior por este município resolveu vingar a morte dos rapazes e procurou o capitão Aristides depois de ter feito na cidade uma série de saques. Nesta ocasião, o bando destruiu os instrumentos da Banda de Música da cidade, fato que causou, segundo Adhemar Dantas, um infarto fulminante no maestro da banda, Ezequiel Fernandes.

Frente a frente de Aristides Guerra, Antônio Silvino patrocinou uma série de torturas ao líder político local e, enquanto todos corriam de perto, sua filha, Aristana, viera ao encontro do cangaceiro para pedir-lhe que não matasse o pai que não era o responsável pela morte dos jovens cangaceiros. Segundo as narrativas, a candura  e a doçura, mas ao mesmo tempo, a coragem da filha sensibilizaram o cangaceiro, embora continuasse mandando os cangaceiros espancarem e humilharem Aristides não matou o pai de Aristana. No desfecho Antônio Silvino saqueou  tudo, pegou dinheiro e saiu distribuindo para o povo pobre das redondezas.

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